Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

Impressões cronológicas

ampulheta.jpg

#1#
O tempo parece mesmo areia que me escorre por entre os dedos. Estes dias de pausa lectiva passaram sem que eu quase me apercebesse. As festas natalícias obrigaram a que dedicasse o meu tempo com ocupações aparentemente inúteis, pelo menos, foi assim que as considerei até ter reflectido melhor. Afinal, ocupar o tempo dedicando-o a pensar nos nossos familiares e amigos, a conversar com aquelas pessoas que nos são tão queridas e que pelas circunstâncias da vida só as vemos por esta época, ou dedicar um pouco mais de tempo àquele amigo ou amiga que precisa do nosso apoio, não é tempo desperdiçado, é tempo bem usado.

#2#

Aproxima-se uma nova mudança de calendário. No fundo a passagem do ano não é nada mais além disso, talvez por isso não entenda toda este empolgamento que é feito em relação a esta alteração. Tudo bem, entendo que se procure alimentar a esperança de uma vida melhor, mas não compreendo porque se endividam certas famílias em nome dessa festa, porque se gasta por essa altura tanto dinheiro em roupas e divertimentos, afinal como se pode começar bem o ano se teremos de arcar com as dívidas do ano anterior?
Até hoje as minhas passagens do ano têm sido vividas em família, no seio do meu pequeno núcleo familiar composto por pais e avós. Antigamente, quando ainda vivíamos todos na casa dos meus avós, à meia-noite íamos até à rua e brindávamos com os vizinhos. Lembro-me do ritual da minha madrinha (que morava na casa ao lado) de deitar fora os chinelos velhos, e de outros vizinhos baterem em panelas, isto para além das buzinas dos barcos ou dos foguetes que estalavam mesmo em frente a nós.
Agora quando vamos à porta não há vizinhos para comemorarem connosco. Aqui as pessoas encerram-se em casa ou então, o que é mais frequente, saíram para festejarem numa dessas festas ruidosas e caras que se fazem por aí.
Não se entenda esta minha pequena reflexão como uma posição anti-passagem de ano. Não se trata disso. Eu também festejo essa passagem, como as minhas doze passas, comemoro o facto de se terem passado mais 365 dias e estar viva, de saúde razoável e poder ver a meu lado aqueles que mais gostam de mim e poder brindar com eles a um novo ano. E qualquer dia, ou melhor, numa dessas passagens de ano futuras, também experimentarei viver a passagem do ano fora de casa, para ser diferente.

#3#

Bem, voltando à questão da mudança de calendário, impõe-se uma pequena reflexão sobre 2005. Foi o ano em que houve uma sucessão papal, em que a palavra "défice" voltou a circular no nosso país, acompanhada da palavra "eleições". Julgamentos morosos, escândalos judiciais, desastres ecológicos, conflitos de certo modo raciais, acidentes, crianças vítimas de pais negligentes, incêndios, sucessos, mortes, nascimentos... um ano como os outros. Alguns destes acontecimentos ficarão gravados nos anais da História, alguns permanecerão na memória de algumas pessoas, outros desaparecerão rapidamente. Pessoalmente este ano também foi marcado por muitas emoções, não foi um ano de grandes concretizações, mas um ano de reflexão que me permitiu chegar a algumas conclusões e levantou ainda muitas questões que serão respondidas ou não, independentemente de cronologias...
Desejo-vos que o novo ano civil seja vivido com muita saúde e tudo aquilo que é essencial para a construção da vossa felicidade. Feliz 2006!
publicado por impressoesdigitais às 23:48
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2005

Impressões nostálgicas

Para Sempre

Pensava que vocês estariam sempre ali
Que poderia sempre que quisesse entrar
nas vossas casas
sentir o cheiro de umas enguias especiais
ou encontrar ali o espaço para me expandir e cantar
ou ver o leite sair de mãos hábeis que espremiam as tetas de um animal
ou ver alguém rir comigo de um filme do qual não podia ler a legendagem
ou observar aquele franzir de sobrancelha tão especial
ou ouvir centenas de pássaros cantando
ou chegar ao terraço e sentir o cheiro das flores da amendoeira
ou ouvir sempre aquela pergunta
ou apenas ver aquele sorriso
Pensei que seria para sempre
e pensei bem
porque basta-me fechar os olhos e vocês estão lá
porque basta olhar para dentro de mim
e encontro-vos ao meu lado
como se nunca nos tivéssemos perdido

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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

Impressões pessoais

Já há muito tempo que não passava o dia todo em casa quase na totalidade sozinha. Como estive sem carro, estando o tempo instável e sem nada urgente para fazer fora de casa, fiquei por cá. Aproveitei para arrumar umas coisas que careciam de arrumação, mas sobretudo para ouvir música em tom mais alto do que o normal e sobretudo, dançar... bem aquilo a que eu chamo dançar que consiste em soltar o corpo ao som da música sem ter ninguém para criticar os meus movimentos. Só sei dançar assim, sentir a música vibrar em mim e mexer-me como o corpo sentir que o deve fazer. Talvez tenha sido influência da aula de teatro de ontem, mas hoje apeteceu-me expandir-me assim: "esvoaçar" pela casa, tirar fotografias malucas, testar cd atrás de cd... e pensar também... Foi um dia só para mim.
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Domingo, 18 de Dezembro de 2005

Impressões soltas 3

#1#

Para quem andava com dificuldade em entrar no espírito natalício, acabei por me deixar contagiar bastante por ele. O lado consumista ajudou: ir às lojas, ver os enfeites, as músicas de Natal... e aquela ideia de andar à procura da prenda perfeita para agradar àquela pessoa, a harmonia familiar que se tem vindo a sentir cá em casa e as pequenas notas de humanidade e de simpatia que tenho recebido de desconhecidos e quase desconhecidos, que me dão a passagem na fila para a caixa ou na estrada, que me vêm trazer o aquecedor à sala onde estou a dar explicações e ainda se dão ao trabalho de o ligar... Como é bonito o Natal!

#2#

Elogios é a melhor coisa que me podem oferecer, principalmente quando vejo neles o reconhecimento do meu valor e do meu esforço. «Tens feito uma evolução extraordinária! Nota-se bem a diferença. Tens presença e tens voz.» foi o elogio que me fez andar com um sorriso nos lábios esta semana. Pudera, eu estou a adorar as aulas de teatro. A minha mãe não entende esta minha ideia do curso, perguntou-me o que é que aquilo me vai trazer de útil. Ela nem imagina o bem que as aulas me fazem, como me têm ajudado na minha vida profissional e pessoal e como eu adoro fazer parte daquele grupo.

#3#

Ser-se aluna e professora ao mesmo tempo dá-nos uma perspectiva diferente das coisas. Ao estar no papel de aluna, tenho tendência a solidarizar-me e a entender melhor a professora. Enquanto professora, recordo-me do meu papel de aluna e entendo melhor as dificuldades deles e percebo o que lhes posso e não exigir.

#4#

Sou madrinha desde os 14 anos. A minha afilhada, actualmente com 17 anos, escolheu-me aos cinco anos para madrinha. É uma rapariga afortunada a quem não falta nada, excelente aluna, uma adolescente cheia de vida. Apesar de morarmos perto uma da outra, passamos semanas sem nos vermos, mas ela sabe que pode contar sempre comigo.
Agora tenho um novo afilhado de 10 anos que mora muito longe de mim: em Moçambique. Tem dois irmãos, vive numa casa sem electricidade, luz ou casa de banho Não o conheço, dele apenas sei dados muito gerais e possuo uma fotografia. Como me tornei madrinha dele? Aderi a um programa de apadrinhamento à distância do Centro de Cooperação e Desenvolvimento propondo-me a contribuir mensalmente com uma quantia que vai providenciar a uma criança as necessidades básicas diárias para que viva e possa frequentar a escola. Quem leu o meu exame de consciência, terá reparado que eu afirmei que se puder contribui para melhorar a vida de alguém, isso tornar-me-á feliz. Ajudar este menino é contribuir para dar um significado à minha vida.
Se quiserem saber mais sobre este programa visitem o site http://www.ccspt.org/.

#5#

Ontem levei a minha melhor amiga a almoçar fora. Fui buscá-la ao trabalho e depois fomos a um centro comercial que estava apinhado de gente. A muito custo lá conseguimos arranjar uma mesa para colocarmos os nossos tabuleiros. Depois démos uma volta pelo centro. Ela precisava de uma camisola para usar naquela noite. Não encontrámos a camisola e, entretanto, tinha terminado a hora de almoço. Fui levá-la ao trabalho e acabei por passar a tarde à procura da camisola que ela necessitava. À noite tive o prémio: um grande sorriso da minha mãe ao ver a camisola. As mães são capazes de fazer tudo por nós, mas os filhos também lhes sabem mostrar que o sabem fazer.

#6#

Não sabendo se terei tempo para aqui voltar, aproveito já para desejar um Natal muito feliz e um excelente 2006.





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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005

Impressões sobre uma exposição muito especial

Na Universidade de Aveiro está patente até amanhã uma exposição de pintura e objectos muito especial: é uma exposição para ser "vista" com todos os sentidos, dado que se destina a invisuais. Esta manhã, aproveitando uma deslocação à Universidade, fui visitá-la de olhos vendados. Tocar nos relevos criados, adivinhar o que representam, experimentar várias texturas proporcionadas pelo tacto, usar o olfacto para descobrir a cor de um marcador, utilizar uma calculadora falante, experimentar escrever Braille, foram experiências realmente inolvidáveis. Pena que a exposição não esteja patente durante mais tempo, acho que seria uma boa oportunidade para muita gente experimentar ver a arte e a vida com outros olhos.
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Impressões sobre mudanças

Faz exactamente uma semana que tomei a decisão de mudar de quarto. Já há muito que um sábio familiar me aconselhara a mudar, muito antes ainda de me ter sido oferecida uma mobília de quarto, mas eu por preguiça e acomodação não me decidia a fazer a mudança. Finalmente, no primeiro dia deste mês decidi-me: peguei na minha almofada, em meia dúzia de peças de roupa essenciais, no meu radio-despertador e pronto. Passei a poder fazer coisas como estar a redigir este artigo confortavelmente sentada na cama; ler sem ter de utilizar um foco e enfiar-me debaixo dos cobertores para que o reflexo da luz não perturbasse os meus pais, instalados no quarto em frente; ouvir música à noite; levantar-me para ir à casa-de-banho sem ter de percorrer metade da casa praticamente às escuras; não ser perturbada às 3 ou 4 da manhã pelo barulho de uma mota a passar ou do carro do lixo, nem pelo arrastar do portão dos meus vizinhos às 6; dormir quentinha graças ao calor que provém da lareira da sala vizinha; poder dar umas pedaladas na bicicleta estática se estiver com insónias ou fazê-lo logo pela manhã, dado que está instalada mesmo ao lado da minha cama. Mas o melhor de tudo é a sensação de que possuo durante a noite uma parte da casa. Os meus pais dormem no extremo oposto e por isso, pela primeira vez em 27 anos, posso estar de luz acesa o tempo que me apetecer e fazer o barulho que quiser.
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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2005

Impressões consumistas

Todos anos por esta época há outra tradição familiar aqui em casa: uma ida às compras com o meu pai. Há muito que o ajudo a escolher a prenda da minha mãe e, de há uns anos a esta parte, passámos a aproveitar para escolher a minha prenda. Faço o mesmo com a minha mãe, ajudo-a a escolher a prenda para o meu pai e, às vezes, se não me compra também alguma coisa a mim, fica com dicas daquilo que eu gostaria de ter.
Bom, hoje foi o dia de comprar a prenda da mãe. Como é costume, optamos sempre por roupa e, em geral, por calças. Comprar um par de calças para a minha mãe não é tarefa fácil: são poucos os modelos que lhe ficam bem, por isso comprar em lojas "comerciais" é sempre difícil. Daí que tenhamos de recorrer ao bom comércio tradicional. Costumamos evitar essas lojas porque as empregadas são demasiado solícitas e quase nos obrigam a comprar alguma coisa, mas realmente para este caso é o melhor a fazer. O preço não foi superior ao que se encontra em outro tipo de lojas, a qualidade agradou-me, o atendimento foi óptimo e a senhora ainda se prontificou a ajustar as calças, sem que se pague mais por isso. Claro que acabámos por trazer um casaco que não fazia parte dos planos iniciais, mas há sempre hipótese de troca por outro artigo sem termos de estar à espera em filas e preocupados com prazos.
publicado por impressoesdigitais às 19:26
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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2005

Impressões muito pessoais 2

Exame de consciência

Sou o que sou, sou como sou. Sou o produto, o processo, o meio do que passei, do que passo, do que passarei. Não nego o que fui. Não me arrependo de nada. Sei bem agora qual é a minha essência. Sei que há coisas em mim que nunca mudarão por muitas mutações que enfrente e outras terão necessariamente de se alterar porque as circunstâncias da vida assim o levam.
Não me importa o que os outros pensem. Podem pensar o quiserem, que sou parva por dar sem esperar nada em troca além da felicidade que o que dou pode trazer; que sou tola por fazer coisas por quem nada faz por mim; que sou burra por gostar de quem não gosta de mim. Não me importa que me julguem por encarar as coisas com seriedade, não me aborrece que me considerem chata. Ninguém me pode transformar em algo que não sou e eu não me vou tornar no reflexo de ninguém. Contudo respeito as opiniões dos outros, aceito aquilo que me dizem, reflito e tomo as minhas próprias decisões, até porque foram muitas vezes os outros que com as suas críticas me ajudaram a encarar a realidade, a emendar e a agir.
Não gostei de ver que me estava a tornar num ser amorfo, esperando que as coisas mudassem, queixando-me das situações. Estou a agarrar todas as forças que descobri em mim, sinto-me mais forte do que nunca, mais confiante do que alguma vez estive. Sei o que quero, acredito no trabalho e que a sorte se constrói. Sou lutadora por muito que alguns pensem o contrário. Estou pronta para enfrentar batalhas e não me vou mais esquivar delas.
Já não sou a menina tímida e complexada, sei o meu valor, conheço as minhas falhas e os meus pontos fracos e essa consciência, bem como a de todo o percurso que me levou até aqui, tornou-me capaz de me afirmar.
E sei que vou ter ainda momentos de quebra, vou ter alturas em que as lágrimas sairão em catadupa dos meus olhos, tal como vou ter momentos de sucesso, porque sei que a vida é assim, feita de altos e baixos e se hoje estiver mal, amanhã estarei melhor porque sempre fui capaz de me erguer pelos meus próprios meios.
Não preciso de muletas. Sou capaz de fazer as minhas coisas sozinha, de seguir o que a minha vontade determinar e tudo sem precisar de passar por cima dos outros, tendo sempre consciência de que se vivo em sociedade a minha individualidade terá de saber coadunar-se com o bem comum.
Dos outros quero apenas que me aceitem como eu sou e que me queiram efectivamente conhecer. Sempre quis amigos e não meros conhecidos.
E se puder ajudar a melhorar a vida de alguém, isso far-me-á feliz, mesmo que essa pessoa nunca venha a saber o que fiz por ela.
Não desisto de uma luta até reconhecer que fui derrotada ou que a luta é inglória e já não me faz sentido.
Não sou tão boa como alguns me consideram, não sou tão pacata como outros pensam, não sou tão contestatária como outros me podem considerar, não sou tão medrosa como outros me pintam, não sou tão fraca como outros me vêem, não sou tão inteligente como outros acham. Mas sou tão amiga como aqueles que me consideram como tal pensam. Não mudo de cara para agradar aos outros, nem a preencho de sorrisos falsos e no dia em que sentir que estou a ser hipócrita, vou sentir-me a pessoa mais feia do mundo.
Agora estou um pouco contestatária, sinto impulsos de vida muito fortes, vontade de mudar coisas, vontade de fazer, de trabalhar, de construir. Vou seguir a minha consciência, é ela o meu guia a par do coração.
Sei o que sou, sei os meus limites, conheço as minhas capacidades e com essas armas me apresento, pronta para qualquer desafio que a vida me traga, pronta para lutar porque sempre foi assim que conquistei o que queria e sempre assim será.

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Domingo, 4 de Dezembro de 2005

Impressões Natalícias 3

Aqui em casa é tradição fazermos o presépio. O meu pai é o impulsionador do projecto, tem um grande prazer na sua execução e eu e a minha mãe lá acabamos por lhe fazer a vontade. É ele que trata da estrutura e que nos mobiliza para irmos buscar o musgo. A edificação do presépio é um trabalho de equipa que segue um ritual: os meus pais tratam da colocação do musgo, eu trato do "ordenamento do território" e da colocação dos bonecos, a minha mãe auxilia na decoração e o meu pai trata da iluminação com uma ajudita nossa. As figuras são bastante antigas, vêm desde a infância da minha mãe e ninguém tem coragem de as substituir mesmo que falte uma asa ao anjo, que a vaca tenha a pintura lascada ou que um dos pastores seja maneta. Se o Natal é uma festa da família, nós começamos em família pela decoração e, apesar de ano para ano eu ir perdendo o espírito natalício, acabo por me deixar contagiar pelo espírito que emana dos meus pais.

DSC04458.JPG
publicado por impressoesdigitais às 20:05
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Sábado, 3 de Dezembro de 2005

Impressões natalícias 2

Carta aberta ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

Já há muitos anos que não te escrevia. Talvez há uns dez anos, altura em que a minha afilhada começou a escrever as cartas dela. Pessoalmente já não te escrevo há mesmo muito tempo.
Costumava pedir-te alguns brinquedos, geralmente iguais aos que as minhas colegas levavam para a escola, mas tu nunca me trazias... Ainda assim, não me posso queixar, afinal não deixei de brincar por causa disso e a par dos pijamas, guarda-chuvas, camisolas e cuecas, nunca me faltaram brinquedos e livros para auxiliar a minha imaginação. Mas ó Pai Natal, os teus atrasos nas encomendas deixam bem vistos os correios portugueses! Atrasos de dois a cinco natais para ter um dos presentes que eu queria!!! Foi muito tempo... A Barbie, então foi um escândalo. Pedi-a aos 7 anos e só apareceu quando tinha 12 anos, ainda por cima só com um fato-de-banho! Vá lá, o órgão e a máquina de escrever demoraram um bocadinho menos...
Mas deixemos o passado. Afinal o que interessa é que à excepção daquele Natal de há 13 anos atrás, todos os outros foram felizes, e tu não tiveste culpa nenhuma.
Como é da praxe, começo por dizer que este ano me portei bem. Claro que me podia ter portado ainda melhor, mas ninguém é perfeito... Mesmo assim acho que mereço ser presenteada este Natal.
Pois bem, pensei no que desejava e percebi que não preciso de nenhum brinquedo novo. Tenho os brinquedos que preciso para me divertir e trabalhar. Também não te vou pedir a paz no mundo, isso é discurso de menina bonita em concurso de beleza, e eu sei que, infelizmente, não está ao teu alcance. Também não vou pedir para acabares com a fome e a pobreza, isso é o papel dos homens, não de entidadades simbólicas como tu. É claro que gostaria que tivesses o poder de consertar tudo que de mal existe, mas isso não te compete. Também te poderia pedir que me desses de presente mais umas horinhas de trabalho, mas isso depende da vontade dos homens, ou que fizesses com que a minha tese aparecesse feita, mas isso só depende de mim.
Por isso Pai Natal, neste Natal, só te vou pedir que me ajudes a continuar a acreditar e, eu sei, que parece uma frase feita, entregues uma dose de verdadeiro espírito natalício em cada lar.

P.S. Se encontrares por aí um antídoto contra a preguiça e uma loção de organização, não me importava que mos oferecesses...
publicado por impressoesdigitais às 19:09
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