Domingo, 29 de Janeiro de 2006

Impressões geladas 2

Alguém conhece uma dança da neve? É que eu gostava tanto de ver cair aqui uns farrapinhos, como aconteceu em tantas zonas do país... Só um bocadinho bastava...
publicado por impressoesdigitais às 18:46
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Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Impressões geladas

Nestes dias frios e chuvosos é bom ficar em casa quentinha a ouvir a chuva a cair lá fora, Que sorte que eu tenho!
publicado por impressoesdigitais às 16:11
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006

Impressões sobre concursos

A febre do Euromilhões continua a contagiar e vai crescendo de semana para semana à medida que o valor do jackpot vai aumentando.
As probabilidades de se acertar nos 5 números de duas estrelas são muito reduzidas, mas a esperança leva a que muitos arrisquem.

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Não dá milhões, mas movimenta milhares. Falo dos concursos de professores. As probabilidades de se conseguir uma boa colocação também são reduzidas e, no meu caso, as probabilidades de entrar nos quadros cada vez se tornam mais diminutas. Neste momento encaro a possibilidade de concorrer para os Açores. Até hoje ainda não me tinha decidido a dar esse passo por me encontrar de certo modo presa por outros projectos, mas agora, não posso deixar de não encarar essa espécie de "emigração" ainda que no meu próprio país. É que não quero voltar a passar outro ano com umas míseras 8 horas semanais. Mas, tal como em relação ao Euromilhões ainda há aquela esperançazinha de arranjar um horário completo aqui no continente. E depois a sorte troca-me sempre as voltas, como nos últimos dois anos, em que tendo concorrido para todo o país, acabei por ficar ao pé de casa. Além disso há um padrão que parece ter-se instalado: um ano de horário muito incompleto, um ano de horário completo, mas duvido que isto se mantenha assim.
E como tal, ando num impasse, vejo leis a sair que sei que me vão ser nocivas que, por exemplo, me vão privar durante 3 anos de tentar aceder aos quadros. É que, contrariamente ao que circula por aí, no meu caso a ideia infeliz dos concursos por três anos é penalizante.
Nos momentos mais angustiantes penso como seria bom ter uma bola mágica que me permitisse adivinhar o futuro para me ajudar a tomar uma decisão. Mas este é mesmo um daqueles jogos que tenho de jogar, por isso tenho às vezes a sensação de ser a minha vida, ou o meu futuro, um jogo de azar.

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É claro que se ganhasse o Euromilhões todas estas questões desapareceriam.
publicado por impressoesdigitais às 23:12
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Sábado, 21 de Janeiro de 2006

Impressões televisivas

#1#

Há dias, no programa televisivo Praça de Alegria, o compadre Vicêncio, personagem de Guilherme Leite, que costuma comentar certas notícias dos jornais, afirmou ter assistido a uma dessas reportagens sobre a campanha onde uma velhinha afirmava ir votar num dos candidatos porque dos outros, quatro já tinham sido presos. O compadre aproveitou, e muito bem, para esclarecer essa e outras velhinhas que eventualmente estivessem a ver o programa, que esses candidatos tinham sido encarcerados não por passarem cheques carecas, roubarem ou matarem, mas por defenderem o direito à liberdade de expressão entre outros, que a velhinha quando entrevistada pôde manifestar. Esqueceu-se talvez de dizer que não foram quatro os candidatos a estar na prisão, mas apenas dois.

#2#

Hoje, no Jornal da Tarde, emitiram uma reportagem sobre a acção da Associação Abraço junto dos seropositivos e doentes com SIDA. Para além de terem reforçado a minha grande admiração por essas pessoas, chocou-me o facto de até esses voluntários necessitarem de tapar a cara e disfarçar a voz para não serem reconhecidos, isto porque a ignorância e o desconhecimento continuam a prevalecer numa sociedade que faz repesálias mesmo a quem se dedica à missão mais nobre de ajudar os outros em troca de nada. Uma das senhoras, por exemplo, que auxiliava dois doentes como uma mãe, pediu para não ser filmada por temer sofrer represálias no emprego que tinha lá fora.
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Alguma coisa está errada neste nosso país se velhinhas continuam a ser manipuladas como há 30 anos atrás, se pessoas que mais não fazem do que ajudar aos outros podem sofrer represálias por esse acto. Onde está o esclarecimento? Porque é não se aproveitam as novelas, por exemplo, para esclarecer as pessoas? Porque é que se continua a pactuar com a ignorância e com a discriminação? Porque é que se continua a semear o pânico em vez de se esclarecer? E porque é que o ser humano continua a rejeitar e a temer tudo aquilo que lhe soa a diferente?
Eu sei que não é fácil lutar contra certas mentalidades, mas é possível só que dá trabalho, é preciso algum esforço, insistência e paciência e talvez seja justamente isso que falta.
publicado por impressoesdigitais às 15:19
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006

Impressões endoscópicas

Esta manhã fui raptada por extraterrestres. Transportaram-me para uma sala, deitaram-me numa maca e esguicharam um líquido estranho. Depois um extraterrestre, com uma grande antena iluminada na ponta entrou pela minha boca e começou a descer pela garganta, inspeccionando o interior de todo o canal até ao estômago. Eu tentava expulsá-lo, mas ele resistia e conseguia levar a melhor. Por fim, satisfeito, saíu e dispensou-me: parece que não tinha nada que lhe pudesse interessar.
publicado por impressoesdigitais às 20:07
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Impressões políticas 4

Com a campanha eleitoral a terminar, não resisti em colocar aqui a expressão mais estranha e também mais hilariante de toda a campanha: a de Cavaco Silva a tentar mostrar-se surpreendido pelas declarações de Santana Lopes.

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publicado por impressoesdigitais às 19:50
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Domingo, 15 de Janeiro de 2006

Impressões políticas 3

Opiniões são opiniões. Depois de deixar a minha deixo aqui os links para as páginas oficiais de todos os candidatos.

Cavaco Silva
Francisco Louçã
Garcia Pereira
Jerónimo de Sousa
Manuel Alegre
Mário Soares
publicado por impressoesdigitais às 20:38
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Impressões políticas 2

«A tua filha nunca se descose em relação a quem vota.»

Comentário da minha mãe para o meu pai. E com razão. Conheço as opções políticas do meu pai, com frequência eu e o meu pai temos conversas sobre questões que se relacionam com acontecimentos que passam pela política, mas eles não sabem em quem eu votei nas várias eleições em que participei.
Desde que tenho idade para votar que nunca o deixei de fazer. À minha volta tenho pessoas que votam apenas num partido, independentemente das ideias, dos programas, dos líderes e das pessoas que o formam. Eu votei sempre de acordo com as ideias que me eram apresentadas pelas várias facções nos determinados momentos.
Inclino-me para a ideologia de esquerda, mas desgostam-me os partidos, principalmente desde que alguém envolvido na política me desvendou esse mundo de interesses, "panelinhas" onde quem ascende ao poder não é aquele que demonstrou ter mais mérito, mas o que soube jogar melhor o jogo da política.
A democracia está longe de ser um sistema perfeito. Acredito que várias vezes ascendam ao poder pessoas que realmente querem ajudar os portugueses, mas também sei que muitas vezes sucumbem às tentações do poder e à teia de interesses que se gera à volta deles. Não é perfeita, mas é preferível a um sistema diatorial, e cada vez que penso nos homens e mulheres que morreram para que hoje pudéssemos votar, não posso deixar de não o fazer, nem que seja para votar em branco. Interiorizei muito a ideia de que o voto é secreto, mas acho que revelar as minhas opções políticas é estar também a exercer um dos direitos que me foram conferidos: o da liberdade de opinião e é ao mesmo tempo uma forma de demonstrar carácter e de identidade. Assim vou publicamente posicionar-me em relação às eleições que se avizinham.
No que diz respeito ao Presidente da República, diz-nos a Constituição de 1974 que as suas competências são:

relativamente a outros órgãos:

a) Presidir ao Conselho de Estado;
b) Marcar, de harmonia com a lei eleitoral, o dia das eleições do Presidente da República, dos Deputados à Assembleia da República, dos Deputados ao Parlamento Europeu e dos deputados às Assembleias Legislativas das regiões autónomas;
c) Convocar extraordinariamente a Assembleia da República;
d) Dirigir mensagens à Assembleia da República e às Assembleias Legislativas das regiões autónomas;
e) Dissolver a Assembleia da República, observado o disposto no artigo 172.º, ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado;
f) Nomear o Primeiro-Ministro, nos termos do n.º 1 do artigo 187.º;
g) Demitir o Governo, nos termos do n.º 2 do artigo 195.º, e exonerar o Primeiro-Ministro, nos termos do n.º 4 do artigo 186.º;
h) Nomear e exonerar os membros do Governo, sob proposta do Primeiro-Ministro;
i) Presidir ao Conselho de Ministros, quando o Primeiro-Ministro lho solicitar;
j) Dissolver as Assembleias Legislativas das regiões autónomas, ouvidos o Conselho de Estado e os partidos nelas representados, observado o disposto no artigo 172.º, com as necessárias adaptações;
l) Nomear e exonerar, ouvido o Governo, os Representantes da República para as regiões autónomas;
m) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o presidente do Tribunal de Contas e o Procurador-Geral da República;
n) Nomear cinco membros do Conselho de Estado e dois vogais do Conselho Superior da Magistratura;
o) Presidir ao Conselho Superior de Defesa Nacional;
p) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, o Vice-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, quando exista, e os Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas, ouvido, nestes dois últimos casos, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.


Artigo 134.º
(Competência para prática de actos próprios)
Compete ao Presidente da República, na prática de actos próprios:

a) Exercer as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas;
b) Promulgar e mandar publicar as leis, os decretos-leis e os decretos regulamentares, assinar as resoluções da Assembleia da República que aprovem acordos internacionais e os restantes decretos do Governo;
c) Submeter a referendo questões de relevante interesse nacional, nos termos do artigo 115.º, e as referidas no n.º 2 do artigo 232.º e no n.º 3 do artigo 256.º;
d) Declarar o estado de sítio ou o estado de emergência, observado o disposto nos artigos 19.º e 138.º;
e) Pronunciar-se sobre todas as emergências graves para a vida da República;
f) Indultar e comutar penas, ouvido o Governo;
g) Requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação preventiva da constitucionalidade de normas constantes de leis, decretos-leis e convenções internacionais;
h) Requerer ao Tribunal Constitucional a declaração de inconstitucionalidade de normas jurídicas, bem como a verificação de inconstitucionalidade por omissão;
i) Conferir condecorações, nos termos da lei, e exercer a função de grão-mestre das ordens honoríficas portuguesas.


Artigo 135º
(Competência nas relações internacionais)
Compete ao Presidente da República, nas relações internacionais:

a) Nomear os embaixadores e os enviados extraordinários, sob proposta do Governo, e acreditar os representantes diplomáticos estrangeiros;
b) Ratificar os tratados internacionais, depois de devidamente aprovados;
c) Declarar a guerra em caso de agressão efectiva ou iminente e fazer a paz, sob proposta do Governo, ouvido o Conselho de Estado e mediante autorização da Assembleia da República, ou, quando esta não estiver reunida nem for possível a sua reunião imediata, da sua Comissão Permanente.


Artigo 136º
(Promulgação e veto)
1. No prazo de vinte dias contados da recepção de qualquer decreto da Assembleia da República para ser promulgado como lei, ou da publicação da decisão do Tribunal Constitucional que não se pronuncie pela inconstitucionalidade de norma dele constante, deve o Presidente da República promulgá-lo ou exercer o direito de veto, solicitando nova apreciação do diploma em mensagem fundamentada.

2. Se a Assembleia da República confirmar o voto por maioria absoluta dos Deputados em efectividade de funções, o Presidente da República deverá promulgar o diploma no prazo de oito dias a contar da sua recepção.

3. Será, porém, exigida a maioria de dois terços dos Deputados presentes, desde que superior à maioria absoluta dos Deputados em efectividade de funções, para a confirmação dos decretos que revistam a forma de lei orgânica, bem como dos que respeitem às seguintes matérias:

a) Relações externas;
b) Limites entre o sector público, o sector privado e o sector cooperativo e social de propriedade dos meios de produção;
c) Regulamentação dos actos eleitorais previstos na Constituição, que não revista a forma de lei orgânica.

4. No prazo de quarenta dias contados da recepção de qualquer decreto do Governo para ser promulgado, ou da publicação da decisão do Tribunal Constitucional que não se pronuncie pela inconstitucionalidade de norma dele constante, deve o Presidente da República promulgá-lo ou exercer o direito de veto, comunicando por escrito ao Governo o sentido do veto.

5. O Presidente da República exerce ainda o direito de veto nos termos dos artigos 278.º e 279.º.

Ao contrário do que alguns candidatos nos parecem querer convencer, nomeadamente Cavaco Silva, nenhum dos artigos acima referidos lhe confere a capacidade de solucionar problemas económicos. Também não diz na Constituição que o Presidente da República deve ser um ancião, uma espécie de avô da Nação, eleito meramente pela sua experiência no cargo, como nos apresenta Mário Soares. O que eu quero de um Presidente da República não é alguém que me refira apenas o seu papel no passado, não é alguém que faça chantagem com o povo dizendo que se não for ele o eleito o país irá sofrer. Por isso, o meu voto nestas eleições presidenciais vai recair em Manuel Alegre. Pode não ser o candidato perfeito, mas dos seis é o único com possibilidade de ocupar o Palácio de Belém além de Cavaco e Soares. Além disso, oferece-me a garantia de um passado e de um presente a lutar por aquilo em que acredita, não tendo medo de dizer aquilo que pensa, agradando-me algumas das suas posições em questões importantes que passam pelas mãos do Presidente.
Pronto, mãe, desta vez "descosi-me".
publicado por impressoesdigitais às 20:22
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Impressões políticas 1

Gosto de pessoas que defendem aquilo em que acreditam mas que sabem respeitar as ideias dos outros. Gosto de pessoas que se mantêm firmes a uma linha ideológica. Não gosto de pessoas que mudam de partido apenas para alcançar um bocadinho mais de protagonismo e, quem sabe, ascender mais facilmente ao poder. Daí que tenha ficado muito desiludida com a atitude de Joana Amaral Dias. Até admirava a senhora por representar bem as mulheres enquanto deputada e pela atitude com que defendia as ideias do BE. Mas, trocar o partido para ser mandatária de Mário Soares foi um acto quanto a mim imperdoável. Se Mário Soares se apresentasse como candidato independente, tudo bem, mas Mário Soares foi apresentado como candidato do PS e o BE, ao qual pertence Joana Amaral Dias, apresentou o seu próprio candidato.
Francisco Louçã afirmou que Joana não seria sancionada, mas que quando disse que aceitaria o cargo, ele avisou-a da incongruência e do choque de interesses que isso representaria. Isso não a demoveu e lá vai ela aparecendo ao atrás do octogenário sempre que surge uma câmara de filmar, qual emplastro... Não me admira que depois disto ela surja vestida de cor-de-rosa.
publicado por impressoesdigitais às 20:17
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006

Impressões do dia...

Por um lado...

É estranho que nos digam que um determinado problema que temos provém do mau funcionamento de outro órgão e que isso pode acontecer sem que nos apercebamos, enquanto estamos a dormir. O chato é que vou ter de suportar que me enfiem um tubo pela garganta abaixo para saber qual o verdadeiro problema e está-me a apetecer muito pouco fazer tal descoberta.

mas por outro...

Descobri isto, que pensava ter perdido num dos meus acidentes com o disco do computador, quando andava a salvar os artigos do meu blog anterior. Saber que não tenho nenhuma doença grave ao nível das cordas vocais, dá-me esperança de poder voltar a fazer outras gravações muito melhores do que esta.



e algo totalmente diferente...

Vi o célebre "Emplastro". Ao vivo, a cores, sem nenhuma câmara de filmar por perto, lá estava o célebre senhor do sinal, que afirma ser filho do Pinto da Costa, a "melga" que chateia qualquer jornalista que faça uma reportagem em directo. Passou mesmo ao mais lado, curiosamente achei-o mais gordo do que a televisão o mostra (mas também não o tenho visto surgir televisivamente ultimamente), depois olhei para todos os lados à procura da câmara...
publicado por impressoesdigitais às 23:03
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