Sábado, 30 de Dezembro de 2006

Impressões do dia

#1#

Porque é que só vemos o nosso trabalho reconhecido depois de termos ido embora do local onde trabalhámos?

 

#2#

Gosto de ser portadora de boas notícias e sentir no outro lado a imensa alegria que a nossa notícia trouxe. Dar alegria aos outros é uma das coisas que eu mais gosto de fazer.

publicado por impressoesdigitais às 18:11
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Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

Impressões sobre a burocracia em Portugal

Muito se fala sobre o mau funcionamento dos organismos públicos. Permitam-me mais um desabafo.

Requeri o subsídio de desemprego a 1 de Setembro. Na altura teci elogios à boa organização no Centro de Emprego que fez com que eu conseguisse tratar de tudo numa única manhã.

Contudo, passei três meses sem ver um único tostão e só recebi quando já estava a trabalhar.

Como cidadã cumpridora. Assim que comecei a trabalhar, comuniquei esse facto ao Centro de Emprego e à Segurança Social.

Qual não é o meu espanto quando, ao verificar a correspondência descubro um novo cheque da Segurança Social para pagamentos relativos ao mês de Dezembro.

Lá fui eu perder o meu já escasso tempo de interrupção lectiva para ir à Loja do Cidadão. E depois de muito esperar, sou aconselhada pelo funcionário a depositar o cheque. Ora, eu já tenho uma dívida para com a Segurança Social de um subsídio que eles me deram a mais há dois anos atrás e que no pagamento do subsídio actual descontaram sem me dizer nada. Se depositasse o dinheiro, se calhar só daqui a 2 anos me voltariam a pedir quando eu já me tivesse esquecido dele. Fui peremptória e devolvi o cheque que não me pertencia e só recebi porque demoraram treze dias após a minha comunicação, a introduzi-la no sistema.

Pensei que os assuntos burocráticos estivessem todos tratados. Mas não foi assim. Hoje recebi uma carta do Centro de Emprego a convocar-me para uma reunião. Ora, tal como comuniquei o reinício de actividade na Segurança Social, também o tinha feito no Centro de Emprego. Neste caso a comunicação é feita através de um postal. Como sabemos os CTT também deixam a desejar em termos de eficácia, por isso não sei se o postal se extraviou ou se foi mais um atraso na introdução no sistema da minha situação de empregada. O que interessa é que por mais um erro de alguém tive de ir perder o meu tempo e dinheiro na deslocação. O que vale é que até o meu carro já conhece o caminho de cor para aqueles sítios...

publicado por impressoesdigitais às 20:19
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Domingo, 17 de Dezembro de 2006

Impressões sobre Lisboa e Cascais

Aproveitei este fim-de-semana para explorar um pouco a zona onde estou. Há tanto para visitar, tantas possibilidades que foi difícil escolher.

Optei por ir no sábado a Lisboa, na senda de alguns materiais de bijutaria e hoje fui a Cascais.

Os dois locais ofereceram-me realidades diferentes.

O meu destino ontem foi a zona do Martim Moniz. Nunca tinha ido até lá. Tinha lido que podia encontrar lá umas lojas de chineses com muitos materiais de bijutaria e realmente encontrei. A impressão que tive ao entrar num centro comercial na zona é de que tinha entrado numa espécie de "Chinatown" dada a quatidade de lojas de chineses, entre roupas e artigos alimentares, que encontrei.

Depois de apreciar uma praça com uma grande fonte, comecei a subir uma rua sem saber para onde ia. E descobri um lugar onde não pretendo voltar mais: prostituição, droga, mendicidade... a miséria humana ali à minha frente. Tinha chegado ao Intendente e é muito pior do que eu imaginava.

Dei meia volta e segui em sentido oposto. Ainda sem saber muito bem para onde me dirigia, quando dei por mim estava na Praça da Figueira, depois na Rua Augusta e por fim no Terreiro do Paço. Muita gente às compras, bastantes turistas contrastando com crianças tocando acordeão e cãezinhos segurando cestos feitos garrafas de plástico onde alguns dos transeuntes despejam alguns cêntimos.

Não quero deixar aqui tudo aquilo que senti ao longo deste passeio além do que já foi dito. Apenas vos digo que fui para casa mais cedo do que tinha pensado e deixo-vos uma fotografia da maior árvore de Natal do mundo ainda apagada.

 

E hoje fui a um sítio completamente diferente. Andei pela baía de Cascais, bem pertinho do mar. Fui ver os barcos da marina, gozando da paz que os sons e cheiros do mar e a placidez das gaivotas me transmitiram. Terminei o dia num Centro Comercial cheio de gente, ia tropeçando no Pai Natal a quem ninguém ligava e passando por gente que passeava cães cheios de lacinhos e senhoras com pensos das operações plásticas, fui apanhar o comboio de regresso a casa.

Deixo-vos uma foto da baía.

publicado por impressoesdigitais às 18:41
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Sábado, 16 de Dezembro de 2006

Impressões sobre o Natal

Tenho muitas coisas para deixar aqui. Impressões, por exemplo, sobre o meu primeiro fim-de-semana completamente sozinha, sobre a minha profissão ou sobre o meu passeio de hoje em Lisboa, mas deixarei essas impressões para outra altura. Neste momento apetece-me falar sobre o Natal e como toda a gente sabe, o mais importante para se referir nesta época são as prendas!

Ora bem, enquanto via hoje umas montras, lembrei-me que já há muitos natais que não me oferecem prendas de jeito. Pois bem, deixemo-nos de espiritualidades e pensamentos lindos sobre o que interessa é dar e não receber. Tretas! Estou farta de dar... este ano quero receber. Por isso deixo aqui publicamente que este ano não quero pijamas, chinelos, cuecas, camisolas feias, cachecóis e luvas que eu não uso e outros acessórios desse tipo que me costumam oferecer todos os Natais (excepção para as notinhas dos avós e para os livros da querida D. L. que são sempre bem-vindos).

E faço hoje o que já não fazia há muitos anos: escrevo uma carta para os meus queridos pais e mães natais.

Sigamos como é de praxe.

 

Querido Pai Natal:

Eu este ano portei-me muito bem. Fui uma menina bem-comportada, executei as minhas tarefas com profissionalismo e pratiquei várias boas acções. Por isso, Pai Natal este ano eu quero que me tragas:

  • um monitor novo para o computador
  • um telemóvel novo (pode ser aquele Motorola muito giro da Vodafone que está em promoção (o de 120 euros é mais giro, mas o de 70 também serve)
  • o novo cd do Rodrigo Leão (vá lá para eu não ter que ir "pedir emprestado")
  • um frasco do meu perfume favorito
  • umas notitas para ver se eu compro umas farpelas novas
  • aqueles cortadores jeitosos e uns moldes em silicone para as minhas aventuras criativas com o fimo e o biscuit

Como vês não te peço muita coisa, nem nada muito complicado para tu arranjares, como uma colocação boa, ganhar o euromilhões ou qualquer outro desejo mais íntimo que não está ao  teu alcance. E, como já sei como tu funcionas, sei que uma das prendas tu me vais dar de certeza e para as outras até me podes dar o dinheiro, mas, sabes como eu sou, acabarei por não as comprar.

Obrigada desde já. Faz boa viagem das lojas para a minha casa. 

publicado por impressoesdigitais às 23:52
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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006

Impressões à deriva

Provavelmente em poucas alturas da minha vida tive tanto para registar num blogue como agora. Contudo, o cansaço, a má ligação da internet e, às vezes, também a preguiça têm-me impedido de aqui vir e registar algumas das impressões sobre o que me tem acontecido nos últimos tempos.

Depois de muitos meses de espera, de muita luta, de algum desalento fui finalmente colocada. A boa notícia: horário completo. A má notícia: colocação por tempo indeterminado a várias centenas de quilómetros de casa.

Pela primeira vez fui colocada num local longe de casa. E se esta era uma experiência que pretendia viver há bastante tempo, a verdade é que me trouxe muitas contrapartidas, sobretudo financeiras. Estou a dar aulas numa escola que fica um pouco afastada do centro urbano. Para lá chegar, uma vez que optei por não ir de automóvel, tenho de apanhar 3 transportes públicos e ainda fazer um percurso de cerca de um quarto de hora a pé (a andar em passo apressado).

Por sorte consegui alugar um quarto perto da escola. Um quarto do ordenado, que espero vir a receber (ainda nem tenho garantias de vir a receber 1 mês por inteiro) perde-se aí, não estando incluídas as despesas com electricidade, água e gás.  O outro quarto gasta-se com a alimentação. Isto sem falar no que me custa uma ida a casa para ir buscar coisas e ver a família.

Imaginem agora o que é "cair de pára-quedas" numa escola e de quase de um dia para o outro me exigirem que eu saiba tanto sobre os alunos como alguém que lidou com eles durante mais de dois meses. 6 turmas, mais de 150 alunos, uma direcção de turma de 28 alunos. Em três semanas tenho de: dar matéria em atraso, avaliar testes, entregar avaliações, preparar reuniões de avaliação, conhecer todas as informações pertinentes acerca dos alunos, resolver conflitos, receber encarregados de educação, tomar decisões...

Os colegas têm-se mostrado muito prestáveis, mas toda a gente sabe que nestas coisas é sempre bonito o "dizer" mas depois para fazer só podemos contar connosco.

Bom, já entenderam porque ainda não tive tempo de escrever aqui. Mesmo agora estou a roubar tempo precioso para a correcção dos testes, mas precisava de deixar aqui algumas reflexões, e também desabafar um bocadinho.

Hoje houve alguém que me disse que não me via muito entusiasmada. Eu acho que é natural, porque para além de ter este trabalho todo em cima de mim, paira sempre a ideia de que posso neste momento estar a fazer todo um esforço para daqui a uns dias me mandarem embora. Eu tento não pensar nisso, mas tenho a senhoria a perguntar-me constantemente se já sei quanto tempo vou ficar e também ainda esta semana, uma colega da escola na mesma situação foi informada que a colega a quem estava a substituir iria regressar.

Deixemos os ses... e vamos para algumas impressões sobre esta minha nova vida.

Um dos aspectos que achei mais curioso é o que não senti praticamente nenhuma diferença entre o ambiente nesta escola e aquele a que estava acostumada nas escolas aqui da zona. A grande diferença talvez seja a multiplicidade de culturas dos alunos: brasileiros, africanos, moldavos, ucranianos... entre uma infinidade de nacionalidades diferentes e nomes estranhos (fico sempre reticente quanto à pronúncia correcta de alguns).

Quanto ao facto de estar a viver sozinha também tem os seus aspectos interessantes: ter de ir -às compras, cozinhar só para mim, limpar a casa... bem, quase nem tenho tempo de me sentir só e, na realidade, não me tenho sentido.

Também é para mim uma experiência nova viver num apartamento. Um aspecto caricato é ouvir tudo o que diz respeito aos vizinhos, inclusive o ressonar da pessoa que vive ao lado.

E muita coisa haveria para contar... Deixarei isso para servir de matéria a próximos artigos.

publicado por impressoesdigitais às 23:16
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