Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

Impressões sobre o "nim"

Há o "sim", há o "não" e, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, há também o "nim". Esqueceram-se foi de o colocar no boletim de voto...

Aqui fica a brilhante paródia do "Diz que é uma espécie de magazine":

 

publicado por impressoesdigitais às 19:42
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Impressões sobre imitações

Às vezes dou por mim a dizer palavras que não são minhas, ao repetir desculpas mencionadas por outros. Tenho uma direcção de turma com 28 alunos. 3 desses meninos têm problemas de hiperactividade, dislexia e défice de atenção. Dois são rapazes e têm tendência para o conflito originando queixas dos professores.

Confesso que sei muito pouco destas doenças e deveria estar mais informada, mas o pior foi ter dado por mim a repetir as queixas dos meus colegas: a turma é muito grande, não podemos dar atenção constantemente a todos... Sim, é verdade. Já tive alunos com dislexia inseridos em turmas pequenas, não numa turma tão grande e é difícil dar atenção a todos. Mas não é impossível.

Esta noite estive a investigar um bocado sobre estes problemas de aprendizagem e encontrei algumas estratégias interessantes que podem ser adoptadas.

Não gosto de me ver numa atitude de encolher os ombros e dizer que é assim e não há nada a fazer. Bolas! Há sempre alguma coisa a fazer e nunca é demasiado tarde.

publicado por impressoesdigitais às 23:52
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

Impressões sobre o caso Esmeralda

Eu gosto de conhecer o outro lado da história. Não gosto de me ficar apenas pela versão de uma das partes e, muito menos, pela versão adulterada de terceiros sobre qualquer facto.

Foi impossível não tomar conhecimento do caso da menina que se encontra em paradeiro incerto e cujo pai de acolhimento foi preso, acusado do seu rapto.

O país mobilizou-se para pedir que o sargento Luís Gomes fosse libertado enquanto condenava o pai biológico que por capricho havia decidido reclamar a criança, quando na altura em que esta nasceu não quis assumir a paternidade.

Muitas dúvidas me surgiram relacionadas com este caso, principalmente depois de ver a mãe biológica na televisão. Uma reportagem publicada na revista Sábado permitiu-me ter um olhar diferente sobre esta história que, com as devidas ressalvas, se pode contar assim:

"Era uma vez um casal que se amava muito e desejava ter um filho, mas a mulher, devido a complicações de saúde, não conseguia engravidar. Um dia, a senhora terá ouvido falar de uma brasileira de 37 anos que queria dar a filha cujo pai de 22 não tinha querido assumir. Entusiasmada, a senhora falou com o marido e combinaram com a mãe da criança a entrega desta. Por ingenuidade, ignorância ou confiança cega, o casal apenas pediu à mãe que assinasse uma declaração em como prescindia dos direitos enquanto mãe. E de papel na mão e criança no colo, o casal considerou a partir daquele momento a menina como filha.

Foi então que a bruxa Burocracia apareceu para destruir a felicidade da família. A bruxa riu-se quando viu o ridículo papel que o casal transportava e mandou logo que preenchessem uma resma de papelada. Ordenou também que se averiguasse quem era o pai biológico da menina e foi então que o serralheiro de 22 anos, que não acreditava ser o pai, fez um teste que lhe provou o contrário. A menina tinha então um ano e o pai quis conhecê-la. Mas, o casal, temendo logo ficar sem a criança, esconderam-na do pai, por isso ele teve de pedir ajuda aos senhores juízes que lhe deram razão.

Entretanto, recusando entregar Esmeralda, o casal Luís e Adelina organizou-se de forma a que a mulher desaparecesse com a menina. O marido acabou por ser preso. O pai, Baltazar, tem um quarto cheio de peluches há mais dois anos à espera da filha que nunca mais viu desde o dia em que fez o teste de ADN e não acreditava que era o seu pai."

Esta é a história. Cada um que tire as conclusões que quiser. Quanto a mim, deixo as seguintes considerações:

- o casal Luís e Adelina agiu mal de início. Acredito que o entusiasmo era grande por poderem ter uma criança, mas deviam saber que, para a felicidade de todos, não se pode passar por cima da lei. Agiu mal, novamente, ao não permitir que o pai biológico contactasse com a criança. Quem sabe se o diálogo com o pai biológico, na altura com 22 anos, não poderia tê-lo feito concordar em entregar-lhes a custódia da filha?

- compreendo a posição de Baltazar e acredito que ele tivesse razões para pensar que a criança não era filha dele. Há quatro anos que ele luta para ter a filha biológica. Negaram-lhe até hoje a possibilidade de se aproximar da filha.

- Luís e Adelina negociaram a entrega de Esmeralda com Aidida. A mãe diz que a entregou voluntariamente. Ainda que não tenha havido contrapartidas financeiras, a imagem "troca comercial" não me sai da cabeça. Eles não adoptaram efectivamente Esmeralda.

- não concordo com a sentença pesadíssima do juiz em relação a Luís e o facto de ele estar preso para ficar com a criança mostra a afeição que lhe tem

- quanto a mim este processo poderia ter ficado logo resolvido se a justiça fosse célere e a criança tivesse sido entregue ao pai quando ele soube que esta era sua filha. O casal Luís e Adelina, por muito que sofressem com a separação, certamente lhes seria menos penoso ficar sem Esmeralda quando esta tinha apenas 1 ano de idade. E se os processos de adopção fossem céleres, no espaço de pouco tempo poderiam adoptar legalmente uma criança.

- Esmeralda estará realmente feliz? Esta é a grande questão que se coloca aqui. A menina está escondida há muito tempo. Imaginem que esta situação se arrasta. O que vai ser do futuro dela?

publicado por impressoesdigitais às 21:44
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

Impressões familiares

A minha avó

Ontem a minha avó fez anos. 81, mas quem olha para ela não pensa que ela possa ter essa idade. Ainda há poucos meses ela trabalhava a fazer limpezas em casa de duas senhoras como fez toda a vida e hoje, felizmente, continua a fazer a vida dela normal sem estar dependente de ninguém. Ontem, pela primeira vez em 28 anos, não pude estar com ela no dia do seu aniversário, mas a ausência ainda me fez estar mais próxima.

Há uns anos entrei numa espécie de conflito unilateral com a minha avó. Digamos que a culpei por não ter tido um certo tipo de vida, isto quando achava que deveria ser como outros. Foi uma crise de adolescência tardia, em parte justificada pelo facto de a minha avó ter sido sempre a matriarca da família e obrigando, de várias formas (chantagem emocional incluída) toda a gente a fazer o que ela queria.

Depois da minha saída da casa dela, a mudança de emprego do meu pai e finalmente a "aposentadoria" dela, ela teve de adaptar-se a uma nova vida. Isso não foi fácil, mas eis que aos 81 anos, a minha avó criou, pela primeira vez, um grupo de amigas. Vão caminhar juntas, ou,quando a minha avó não pode, passam por casa dela para contar as peripécias do dia.

Por muitos defeitos que a minha avó tenha, uma coisa eu tenho de reconhecer: à sua maneira ela é uma grande mulher que trabalhou muito e se sacrificou pela família e, sim, gosto muito dela.

Impressões:
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

Impressões sobre os Grandes Portugueses

A votação dos Grandes Portugueses não me entusiasmou por aí além, contudo acabei por votar em Salgueiro Maia, que quase chegava ao grupo dos 10 eleitos, por considerar que ele merecia ser mais falado e que lhe prestassem uma justa homenagem pelo seu comportamento exemplar em particular na Revolução de 25 de Abril.

Quanto aos 10 seleccionados, não me espanta, nem me choca ver os nomes escolhidos. Chocou-me talvez mais ver entre os 100 eleitos o nome de Hélio Pestana (cá para mim as fãs que votaram pensavam que estavam a fazê-lo para ele ganhar o Dança Comigo).

Salazar é um dos candidatos envolto em maior polémica. Quanto a mim até acho que pode ser positiva a sua inclusão, pois permitirá que se fale dele à nova geração. E por muito que se diga é inegável a sua importância no século XX.

É triste descobrir que nesta lista não há nenhuma mulher, prova de como as grandes mulheres deste país continuam à sombra de homens que não foram assim tão grandes.

Impressões:
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Impressões semanais

Remeto a reflexão semanal para um único pensamento:

"Como são curtos os fins-de-semana!"

 

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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007

Impressão do dia

"O que não nos mata, torna-nos mais fortes"

 

Começar o dia a carregar com uma botija de gás até ao cimo de um terceiro andar dum prédio sem elevador e terminá-lo bombardeada por um conjunto de pais em fúria, lá que enrijece, enrijece!

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Domingo, 7 de Janeiro de 2007

Impressões semanais

Retomo um velho hábito de deixar aqui as minhas impressões sobre a semana transacta.

 

#1# O regresso da barbárie

Ainda não é o retorno aos autos-de-fé inquisatoriais, nem às "guilhotinadas" da Revolução Francesa, mas pouco falta. O enforcamento de Saddam chocou grande parte do "mundo civilizado". Mas pior do que a barbaridade do acto, foi a exibição das imagens da morte de Saddam por parte de algumas televisões mundiais. Resultado: algumas crianças e adolescentes foram encontradas mortas com uma corda ao pescoço. Quanto a mim até mesmo algumas imagens que foram difundidas pelos canais televisivos nacionais eram desnecessárias, quanto mais a divulgação integral do enforcamento.

 

#2# O final das festas

Aproveitei uma ida ontem a Lisboa para ver a "maior árvore de natal da Europa". Antes disso, decidi, porque precisava de substituir uns equipamentos informáticos (em Janeiro há sempre alguma coisa que avaria), decidi ir a um Centro Comercial e a custo consegui contornar o mar de gente que se acumulava nas lojas. Eu que quando vejo meia dúzia de pessoas em fila para pagar, dou meia volta e saio, fiquei estupefacta quando olhei para dentro de algumas lojas e vi filas enormes, do género daquelas que encontramos à porta das repartições de finanças no último dia de entrega do IRS.

Pronto, já sei que são os saldos, mas mesmo assim...

Adiante, aqui fica uma foto da árvore (também tinha um videozito mas filmei com a máquina ao contrário e não sei como é que se "vira" o filme).

 

#3# O sabor agridoce da liberdade

De regresso ao trabalho e à minha vida a sós, há algumas impressões que se impõem. Ainda estou a adaptar-me a esta forma diferente de viver. O fim-de-semana solitário é sempre a grande alteração. Ontem fiquei na cama até quase à 1 hora, num estado de preguiça enorme. Em casa dos meus pais seria quase impossível ficar na cama até tão tarde. A tentação seria ficar por casa o dia todo, de pijama, mas com o clima a ajudar a minha vontade é mesmo explorar as redondezas. Poder ir aonde me apetece sem ter de me sujeitar aos interesses dos outros, mudar de direcção conforme me der na ideia é das melhores coisas que ser livre e independente me traz. Não é que seja muito diferente, até porque estou habituada às minhas deambulações solitárias e o contrário é que é mais estranho para mim, mas estou num lugar novo e posso explorar tudo sozinha.

Hoje descobri a possibilidade de fazer uma coisa que sempre tive vontade. A cerca de 10 minutos a pé de casa existe uma praia, ou melhor, um conjunto de praias interligadas por onde se pode caminhar durante quilómetros sempre à beira do mar. Uma delícia! Ter o mar tão perto e poder fazer caminhadas à beira-mar, um sonho tornado realidade. Melhor só vivendo numa das casas que se vêem na foto.

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Sábado, 6 de Janeiro de 2007

Impressões sobre um concerto de Mariza

Acabei de ver na RTP1 um concerto da Mariza gravado em Lisboa. Lindo é a única palavra que me ocorre para o definir.

Eu não sou propriamente uma amante de fado, mas sou uma apreciadora de boa música e sobretudo de gente que canta com alma. A Mariza é uma dessas pessoas. Por altura do Euro2004 tive a oportunidade de a ver ao vivo em Aveiro e fiquei encantada com a sua presença em palco.

Vejam este vídeo que ficou histórico porque a emoção falou mais alto. Mas observem também a expressão do guitarrista e deixem-se envolver pela combinação dos sons da guitarra portuguesa com os da sinfonieta mesclando-se com a maravilhosa voz da cantora.

 

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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Impressões regionais

Os meus alunos querem inventar-me um sotaque a todo o custo. Creio que é uma tendência "alfacinha" de achar que quem é de Lisboa é que fala bem português, ou que a "pronúncia" de Lisboa é mais correcta do que a de outras regiões do país.

Eu tento cultivar neles o espírito de tolerância e de abertura face à diferença, mas não é fácil quando existem tantos "preconceitos" linguísticos. As diferenças regionais só enriquecem a língua. As de léxico, por exemplo, são interessantes.

Há umas semanas entrei num café em Lisboa e pedi um café. O senhor que me atendeu, virou-se para o colega que estava perto da máquina e "traduziu" o meu pedido por "uma bica".

Achei engraçado, porque me tinha acontecido um episódio semelhante quando dava aulas no Porto, com a particularidade de nessa vez o empregado ter dito para o outro tirar um cimbalino.

publicado por impressoesdigitais às 18:39
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