Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2005

Impressões muito pessoais 2

Exame de consciência

Sou o que sou, sou como sou. Sou o produto, o processo, o meio do que passei, do que passo, do que passarei. Não nego o que fui. Não me arrependo de nada. Sei bem agora qual é a minha essência. Sei que há coisas em mim que nunca mudarão por muitas mutações que enfrente e outras terão necessariamente de se alterar porque as circunstâncias da vida assim o levam.
Não me importa o que os outros pensem. Podem pensar o quiserem, que sou parva por dar sem esperar nada em troca além da felicidade que o que dou pode trazer; que sou tola por fazer coisas por quem nada faz por mim; que sou burra por gostar de quem não gosta de mim. Não me importa que me julguem por encarar as coisas com seriedade, não me aborrece que me considerem chata. Ninguém me pode transformar em algo que não sou e eu não me vou tornar no reflexo de ninguém. Contudo respeito as opiniões dos outros, aceito aquilo que me dizem, reflito e tomo as minhas próprias decisões, até porque foram muitas vezes os outros que com as suas críticas me ajudaram a encarar a realidade, a emendar e a agir.
Não gostei de ver que me estava a tornar num ser amorfo, esperando que as coisas mudassem, queixando-me das situações. Estou a agarrar todas as forças que descobri em mim, sinto-me mais forte do que nunca, mais confiante do que alguma vez estive. Sei o que quero, acredito no trabalho e que a sorte se constrói. Sou lutadora por muito que alguns pensem o contrário. Estou pronta para enfrentar batalhas e não me vou mais esquivar delas.
Já não sou a menina tímida e complexada, sei o meu valor, conheço as minhas falhas e os meus pontos fracos e essa consciência, bem como a de todo o percurso que me levou até aqui, tornou-me capaz de me afirmar.
E sei que vou ter ainda momentos de quebra, vou ter alturas em que as lágrimas sairão em catadupa dos meus olhos, tal como vou ter momentos de sucesso, porque sei que a vida é assim, feita de altos e baixos e se hoje estiver mal, amanhã estarei melhor porque sempre fui capaz de me erguer pelos meus próprios meios.
Não preciso de muletas. Sou capaz de fazer as minhas coisas sozinha, de seguir o que a minha vontade determinar e tudo sem precisar de passar por cima dos outros, tendo sempre consciência de que se vivo em sociedade a minha individualidade terá de saber coadunar-se com o bem comum.
Dos outros quero apenas que me aceitem como eu sou e que me queiram efectivamente conhecer. Sempre quis amigos e não meros conhecidos.
E se puder ajudar a melhorar a vida de alguém, isso far-me-á feliz, mesmo que essa pessoa nunca venha a saber o que fiz por ela.
Não desisto de uma luta até reconhecer que fui derrotada ou que a luta é inglória e já não me faz sentido.
Não sou tão boa como alguns me consideram, não sou tão pacata como outros pensam, não sou tão contestatária como outros me podem considerar, não sou tão medrosa como outros me pintam, não sou tão fraca como outros me vêem, não sou tão inteligente como outros acham. Mas sou tão amiga como aqueles que me consideram como tal pensam. Não mudo de cara para agradar aos outros, nem a preencho de sorrisos falsos e no dia em que sentir que estou a ser hipócrita, vou sentir-me a pessoa mais feia do mundo.
Agora estou um pouco contestatária, sinto impulsos de vida muito fortes, vontade de mudar coisas, vontade de fazer, de trabalhar, de construir. Vou seguir a minha consciência, é ela o meu guia a par do coração.
Sei o que sou, sei os meus limites, conheço as minhas capacidades e com essas armas me apresento, pronta para qualquer desafio que a vida me traga, pronta para lutar porque sempre foi assim que conquistei o que queria e sempre assim será.

publicado por impressoesdigitais às 23:19
link do post | comentar | favorito
|
2 comentários:
De Anónimo a 7 de Dezembro de 2005 às 23:36
Olá, espero que não se importe que eu comente no seu blog. Adorei o texto que escreveu, achei-o muito profundo , e acho que o exprimiu de forma muito convicta o que é o que quer e o que pretende! Nada nem ninguém tem o direito de interferir no nosso Ser de forma a nos derrubar, nos "por abaixo". É pena que ainda existam muitas pessoas que tenham gosto em faze-lo. Desejo-lhe um bom feriado* BjSofia
(http://imperfeicoes.blogs.sapo.pt/)
(mailto:xofia_ramos@hotmail.com)
De Anónimo a 7 de Dezembro de 2005 às 23:26
e quem fala assim, não é gago!!! ;)anonimato
(http://www.cristina-blog.blogspot.com)
(mailto:anonimato-blog@iol.pt)

Comentar post

Impressões

anonimacto

aveiro

avó

comédia da vida

dúvidas e mudanças

episódios

famílias de hoje

felinas

grandes portugueses

impressões poéticas

mercado negro

natal

novas oportunidades

novo ciclo

poesia

poéticas

prémios

referendo

reflexões

teatro

televisão

viagens

todas as tags

Patrocínio

Agosto 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

posts recentes

Impressões sobre casament...

Impressões sobre casament...

Impressões sobre um selo

Impressões sobre mudanças...

Impressões sobre 2008

Impressões natalícias

Impressões sobre outra ma...

Impressões sobre novos de...

Impressões teatrais

Impressões sobre "A Coméd...

links

Impressões solidárias

Carolina

arquivos

Agosto 2010

Dezembro 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Runas
blogs SAPO

subscrever feeds