Sábado, 15 de Outubro de 2005

Impressões literárias

Breves considerações sobre best-sellers

De alguns tempos a esta parte fui desenvolvendo uma certa tendência para fugir aos livros mais vendidos ou aos livros mais falados. Suponho que tal se tenha devido a algumas más experiências.
Hoje em dia o tempo que dedico à leitura para meu próprio regozijo (isto porque passo grande parte do tempo a ler livros por obrigações profissionais) é bastante curto, por isso procuro fazer uma boa selecção para o meu livro de cabeceira (literalmente... tenho sempre um livro em cima da mesa-de-cabeceira porque leio à noite). Há uns meses, aproveitando um cheque-brinde, acabei por ceder ao fenómeno Código Da Vinci. Li o livro até ao fim, gostei de algumas explicações simbólicas e referências históricas, mas de resto o livro não me satisfez, agora acredito que possa vir a dar um bom filme. Entretanto, por mero acaso, passei num quiosque e vi uma promoção tentadora de «Cem Anos de Solidão». Já há muito que este livro fazia parte da minha lista interminável de leituras, por isso, aproveitando o preço, adquiri-o. Assim que terminei a leitura do «Código Da Vinci» iniciei «Cem Anos de Solidão». Embora ainda não tenha terminado a leitura, posso dizer que já há muito tempo que um livro não me apaixonava assim. Para além da interessante técnica narrativa de Gabriel Garcia Márquez, a riqueza das personagens por ele criadas entusiasmou-me. Ora aí está um best-seller que realmente merece ser lido e relido!
publicado por impressoesdigitais às 00:56
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1 comentário:
De Anónimo a 16 de Outubro de 2005 às 00:12
Percebo e subscrevo esta tua opção. Digo-te até mais: o primeiro critério que uso para não comprar um livro é que ele esteja na lista de best-seller. Mas isto faz parte da minha forma de ser. Desconfio sempre de fenómenos de massa, na base do princípio (a que até hoje não encontrei séria contradição) de que «Geralmente a quantidade é inversamente proporcional à qualidade». Nunca li o Código, quiseram oferecer-mo e recusei, quiseram-mo emprestar e proletei. Os relatos de quem o leu coincidem com o teu. Prefiro usar como bitola para a qualidade (de livros, filmes, discos,...) o tempo. A quantidade serve meramente como cortina de fumo. Se daqui a alguns anos o Código for ainda referido valerá a pena lê-lo. Se não for fiz bem em não perder tempo. Gosto de mais de História para permitir que se brinque com ela para vender livros. Ficção histórica sim, manipulação não.Mauro
(http://cognosco.blogs.sapo.pt)
(mailto:mauro.maia@sapo.pt)

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