Sábado, 17 de Setembro de 2005

6 Impressões


#1#

Ainda não sei o que me custa mais, se deitar-me cedo, se levantar-me cedo. O corpo demora a deixar os maus hábitos das férias e o cérebro não está preparado para ir descansar cedo. Mas no dia seguinte... bem, já dizia António Variações «Quando a cabeça não tem juizo o corpo é que paga» eu acrescentaria que pagam o corpo e a cabeça pelos erros de ambos.


#2#

É curioso como instantaneamente simpatizamos com algumas pessoas e como, da mesma forma, antipatizamos com outras. Não acredito propriamente em vidas passadas e almas que se reencontram, mas é estranho que sintamos uma empatia ou uma antipatia imediata em relação a alguém que acabamos de conhecer. Às vezes as circunstâncias acabam por mudar a opinião inicial, no caso da antipatia acabamos por ver os pontos positivos dessa pessoa e conseguimos estabelecer uma relação de convivência saudável; por outro lado, descobrimos o lado negativo da pessoa com quem simpatizámos instantaneamente, mas raramente isso altera o facto de gostarmos dela. Quando se gosta de alguém aceitam-se os pequenos defeitos que nos irritariam numa outra pessoa.


#3#

Não sei onde li ou onde ouvi, mas cada vez mais estou convencida que por muitos anos que convivamos com alguém nunca vamos conhecer essa pessoa totalmente. Como poderia isso acontecer? Se a cada dia nos deparamos com situações novas e nunca poderemos prever a nossa reacção perante elas. Dizer "eu nunca faria isso" soa a uma expressão falsa, porque, na verdade, em determinado momento acabamos por fazer aquilo que afirmámos que nunca seríamos capazes de fazer.


#4#

Porque raio coisas que fazemos bem diariamente nos correm mal quando somos observados ou quando as temos de apresentar em público?


#5#

A arte do improviso é admirável! Estar perante um público a apresentar algo de que não se conhece o conteúdo e no meio de tudo isso termos de nos mostrar seguros do que estamos a dizer, também me parece algo digno de mérito.


#6#

É curioso como podemos viver durante anos numa casa e depois apercebermo-nos de que não é realmente nossa, quando não sabemos o lugar de certas coisas.



publicado por impressoesdigitais às 15:27
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