Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005

impressões pessoais

Eu já me tinha mentalizado, já me tinha decidido, já me tinha conformado, já tinha desistido e de novo me vêm pedir para tentar mais uma vez. Não sei que faça, talvez tenha de ir uma vez mais, talvez se dê um milagre, ou talvez tenha de mostrar aos outros para que se convençam de uma vez que não poderei voltar a cantar. Por um lado, receio voltar a iludir-me de que consigo, apesar de saber que cantei, literalmente, até que a voz me doeu; por outro penso que tenho de me submeter a novo teste. Aqui está um dilema para solucionar nos próximos dois dias.
publicado por impressoesdigitais às 20:11
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2005

impressões astrológicas

Eu não costumo ligar a horóscopos por isso só pode ser coincidência. Por brincadeira andei a ler alguns e dois diziam que os meus "trânsitos" indicavam que viria a ficar doente e aqui estou eu cheia de arrepios, dores de cabeça e de garganta. Outros também diziam que ia encontrar um grande amor e onde está ele? É preciso ter azar! Até os horóscopos estão contra mim: os que acertam são os que me indicam coisas negativas...
publicado por impressoesdigitais às 19:55
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Domingo, 13 de Novembro de 2005

Impressões estranhas

Esta noite sei que fiz um poema. Construi-o, como tantas vezes me acontece, ao deitar. Não o registei, como sempre me acontece, na esperança de o encontrar ao acordar. Mas perdi-o. E é estranho porque acontece-me também antes de adormecer lembrar-me que não coloquei algo na pasta para o dia seguinte, mas quando acordo lembro-me nitidamente do objecto em falta, como se o pensamento tivesse apenas sido interrompido pelo sono e retomado no dia seguinte. Contudo, com os poemas isso nunca acontece.
Eu sinto que o meu poema era lindo, como se tu que não sei ao certo quem és, a quem às vezes dou um rosto que não sei se é o teu, mo soprasses e depois te arrependesses. Mas sei que estiveste comigo esta noite, sei que me aconchegaste durante a noite e me segredaste poemas ao ouvido, só não entendo porque de manhã quando acordo já lá não estás e não me lembro da poesia que juntos fizémos. Porque me apareces só à noite quando durmo? Porque o rosto com que às vezes sonho não me aconchega, me abraça e me segreda poemas ao ouvido? Porque tudo o que me resta de ti é sempre esta lembrança vaga de um poema que sei que é lindo mas que não consigo escrever?
publicado por impressoesdigitais às 15:03
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Sábado, 12 de Novembro de 2005

Impressões cibernáuticas

O que ainda vale a pena na Internet

-Estar aflita para preparar uma aula e encontrar tudo aquilo que preciso;
-Ter uma dúvida e alguém ajudar-me a esclarecê-la rapidamente;
-Falar com alguém que vive noutro país;
-Poupar tempo em pesquisas em catálogos de bibliotecas e fazê-las no conforto do meu lar;
-Não saber onde encontrar material para ensinar português a um estrangeiro e receber um monte de sugestões;
- Ficar a par dos acontecimentos culturais da minha cidade sem ter de ir ao quiosque mais próximo comprar o jornal;
- Estar sozinha e estar acompanhada de alguém;
- Ajudar a esclarecer as dúvidas de alguém que não me conhece;
- Aprender uma nova técnica, uma língua, a dominar um programa rapidamente sem gastar mais dinheiro além da mensalidade da internet;
- Ver os filmes que deixei escapar no cinema, encontrar aquele cd de que sempre gostei e que já não está à venda, ouvir até me enjoar aquela música nova, descobrir um livro sem ter de ir à biblioteca;
- Descobrir os videoclips para ilustrar as aulas de francês;
- Descobrir um novo hobbie;
- Encontrar aquela referência para a tese de que necessitava;
- Comprar livros com desconto sem sair de casa;
- Fazer conhecimento com pessoas que se calhar nunca vou ver na vida, mas que me oferecem novas perspectivas do mundo...

E poderia continuar a lista. Apesar dos aspectos negativos, para mim a internet continua a ser a melhor invenção do século XX.

publicado por impressoesdigitais às 11:53
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Impressões pessoais

Sabe tão bem fazer alguma coisa por alguém, ver um rosto iluminar-se num sorriso por algo que fizémos, mesmo sem que essa pessoa saiba que fomos nós. Nesses pequenos momentos sinto que vale a pena.
publicado por impressoesdigitais às 11:39
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005

Impressões natalícias

Já repararam que o Pai Natal chega cada vez mais cedo todos os anos? Eu acho que o senhor tem algum problema no calendário... Será que é a Mãe Natal que modifica as datas para poder livrar-se mais cedo do marido? É que hoje fui ao Forum Aveiro e estavam a anunciar a chegada do Pai Natal amanhã pelas 11 horas. Ele não costumava vir só à noite, quando os miúdos estão a dormir? Agora faz aparições públicas????
publicado por impressoesdigitais às 19:20
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Impressões sobre jornalismo e os últimos acontecimentos em França

Para quem tem dúvidas ainda sobre o modo como a imprensa é manipulada e manipula o cidadão, deixo-vos aqui a tradução de um testemunho que recebi de França:

«Na verdade ainda há muitos confrontos, mas os jornais e o governo fazem-nos crer que está tudo melhor, neste momento está a haver uma série de debates televisivos com ministros. Para tentar acalmar as coisas decretaram o recolher obrigatório nalgumas cidades, o que significa que os jovens não podem sair à noite. (...)Os problemas não se vão resolver, a única coisa que podem fazer é parar de queimar tudo, mas o mal-estar vai continuar. É um problema insolúvel, vão ser necessárias várias gerações para restabelecer a situação.»
publicado por impressoesdigitais às 12:07
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2005

Impressões muito pessoais

Um artigo de um blog vizinho fez-me pensar de modo sistemático sobre algumas coisas. O que quero eu no futuro? Bem, já há muito tempo que desisti de fazer planos. De vez em quando ainda sonho, e o meu maior desejo é ser feliz. Já não tenho certeza de nada, nem mesmo se quero continuar nesta profissão. Quero sim, descobrir algo que me dê prazer e que me faça sentir realizada e me dê, ao mesmo tempo, alguma estabilidade monetária para me permitir manter um nível de vida confortável. Adquirir isso seria muito bom. Mas para ser feliz sei que preciso de uma coisa muito importante: amor.
Nunca construí uma imagem de príncipe encantado, nem um ideal físico. Fisicamente há só duas coisas que me atraem num homem: o olhar (não a cor dos olhos) e o sorriso, tudo o resto é secundário. Já no que toca à parte psicológica, aí sim, tenho um ideal. Quero um homem que seja acima de tudo um verdadeiro amigo, um companheiro nos bons e nos maus momentos, alguém que seja sincero consigo próprio e comigo e não tente fingir ou esconder coisas só para me agradar. Alguém com quem possa conversar sobre qualquer coisa, que respeite a minha opinião mesmo que não concorde comigo e que se sinta também à vontade para dizer tudo o que quiser. Alguém que não sinta necessidade de esconder os seus verdadeiros sentimentos e que, pelo contrário, seja capaz de dizer quando algo não está bem, concebendo, tal como eu, que uma relação tem de passar pelo diálogo. Tem de ser sobretudo alguém que goste de mim como eu sou, que não me tente mudar para me encaixar numa determinada imagem, mas que saiba que numa relação as pessoas têm de realizar pequenos processos de adaptação, sem nunca perderem a sua identidade e que o amor é dar e receber. Tem de ser também alguém que não desista à primeira contrariedade, que saiba que numa relação há altos e baixos e a vida não é sempre um mar de rosas. Tem de ser alguém que goste da minha companhia mesmo se eu não disser nada e me limitar a estar ao seu lado. Tem de ser alguém que ao comentar a beleza de outra mulher não me faça sentir feia, e que se eu voltar a engordar não me humilhe, nem me diga que eu estou magra, mas me ajude a fazer dieta. Tem de ser alguém que me faça sentir que posso confiar sem precisar de mo dizer, que não ache as minhas ideias ridículas, mas não tenha receio de me criticar quando eu estiver errada e também esteja aberto à crítica, tendo consciência de que criticar não é humilhar.
Não precisa de gostar das mesmas coisas que eu, desde que tenhamos pontos em comum. Pelo contrário, não deve recear partilhar os seus gostos comigo, sem me obrigar a adoptá-los. Deve ser alguém que me queira conhecer realmente e me mostre, sem me sufocar, que se interessa por mim, dando-me espaço. E tem de ser alguém paciente para aturar as minhas crises de mau humor mensais.
Deve ser também alguém que não se arme em forte e não receie mostrar os seus momentos de fragilidade e alguém que me faça rir e entenda o meu sentido de humor peculiar. Preciso que seja alguém que se orgulhe dos meus pequenos feitos, que não ridicularize os meus medos mas me incentive a ganhar forças para os ultrapassar e que me faça voltar à razão se eu a perder. Vai ter de ser paciente e dar-me tempo, considerando que eu sou uma recompensa merecedora do seu trabalho porque se ele assim o achar é porque me merece. Não precisa de me encher de objectos, mas deve perdoar os meus momentos de insegurança.
Em suma, tem de ser alguém que me ame, com tudo o que isso implica.
É pedir demais, não é?
publicado por impressoesdigitais às 23:08
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Impressões domésticas

#1#

É estranho regressarmos a uma casa onde vivemos durante 21 anos e vermos que o nosso quarto já não é o nosso quarto: os móveis mudaram de posição, abrimos o guarda-vestidos e já não vemos as nossas roupas... Também é estranho constatarmos de que já nos esquecemos de pormenores como os interruptores funcionarem ao contrário.

#2#

Aqui em casa funcionamos em equipa no que toca às refeições. No que toca ao almoço temos tarefas delineadas: a minha mãe prepara no dia anterior a carne ou deixa ficar a descongelar o espécime que vamos comer; no dia seguinte, como sou a primeira a chegar a casa (isto nos dias em que vou trabalhar) trato do acompanhamento, aqueço a sopa (que a minha mãe fez), ponho a mesa. Depois de almoço o meu pai trata dos cafés, a minha mãe lava a louça, eu limpo e arrumo e o meu pai varre a cozinha e verifica se o gás ficou desligado. Ao jantar (a minha mãe chega sempre tarde), quando eu não estou é o meu pai que trata da refeição, quando estou dividimos a tarefa a meias. Depois de jantar a arrumação da cozinha compete-me a mim e à minha mãe.
Estou de tal modo habituada ao trabalho de equipa que às vezes me pergunto como vou conseguir realizar as tarefas domésticas se vier a viver sozinha.
publicado por impressoesdigitais às 19:35
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Impressões imodestas

Na segunda-feira tive um dia em cheio. Por causa de uma acção de formação estive envolvida em actividades durante 15 horas (até o almoço esteve relacionado com trabalho e os 20 minutos para jantar e os 10 para lanchar não contam), mas valeu a pena, não só pelas ideias que dali retirei para o meu trabalho, como também, e sobretudo, pelo elogio que recebi do formador aquando da minha apresentação do livro que levara (acabei por escolher Cem anos de Solidão). O dia continuaria a correr-me bem: estacionei o carro direitinho entre dois carros e do lado esquerdo da estrada, arranquei aplausos e risos com uma improvisação que fiz na aula de teatro e quando cheguei a casa e fui ver os meus emails (cerca de 25 mensagens) descobri que metade deles se referiam ao meu outro blog, isto porque ele tinha aparecido nos destaques do sapo. Hoje já o retiraram, mas durante 3 dias ele esteve em destaque. Tenho recebido várias mensagens a elogiar o meu trabalho e isso deu-me uma grande vontade de continuar a trabalhar nele. Digamos que o meu ego cresceu bastante nos últimos dias.
Suponho que toda a gente goste de ver o seu trabalho reconhecido. Quem me conhece bem sabe que eu sou extremamente crítica comigo própria, e é difícil reconhecer realmente que fiz algo bem feito. Mas com o tempo, e também à medida que os outros vão reconhecendo o meu valor, acabei por me conhecer. Sei aquilo que valho, sei as minhas limitações e os meus defeitos. Sou preguiçosa, mas quando me empenho nalguma coisa é mesmo a valer, sou tímida mas adoro palco e aplausos e se me apaixono envolvo-me por inteiro no objecto da minha paixão, sou modesta mas uma coisa é certa: Se eu não me orgulhar de mim, quem se orgulhará?
publicado por impressoesdigitais às 15:05
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